18 de maio de 2013

O que achei do novo álbum da Amy Grant

Após 10 anos sem um trabalho composto 100% por canções inéditas, Amy Grant está de volta. E eu só pude ouvir o álbum 3 dias após o seu lançamento por motivos de ~falta de tempo pra baixar~! Gostaria de descrever faixa-a-faixa esse novo e tão aguardado trabalho, mas não sei se serei preciso o suficiente.

A princípio eu achei o álbum bem nostálgico. É um disco tranquilo e reflete bem o momento atual na vida e carreira da Amy. Ela prova que a idade só acrescenta, demonstrando amadurecimento com sabedoria. Não dá pra comparar a Amy de 2013 com aquela garotinha tímida de 1977 lançando seu 1º LP auto-intitulado. Tudo mudou, e ela mesma faz questão de frisar o quanto mudou! O que continua a mesma coisa é sua fé, sua voz e seu jeito de cantar quase que sussurrando.

How Mercy Looks From Here começa com uma faixa animada. If I Could See (What The Angels See) nos preenche de esperança e fala de fé. Daquilo que sabemos que está lá, mas não vemos. Apenas sentimos. Às vezes essa incapacidade de ver é o que constrói muralhas e nos impede de contemplar as maravilhas que nos aguardam. Engraçado, né?

Better Not To Know (com Vince Gill) é a primeira faixa com colaboração deste CD, que aliás está repleto de participações especiais. Apesar de 5 das 11 músicas terem participações, estas são bem discretas e sutis. O que prevalece é a voz da Amy. Nesta faixa Amy e seu marido Vince falam sobre coisas que seria melhor que não soubéssemos. Como que "nada permanece igual, as coisas vêm e vão, dizemos mais 'adeus' que olá', é melhor nem sabermos".

Don't Try So Hard (com James Taylor) foi escolhida para ser primeiro single e você mal vai notar a presença do James Taylor nela. Como disse antes, são participações bem sutis. Aqui Amy nos lembra que não precisamos nos cobrar tanto, pois Deus já nos deu sua graça e não há razão para acharmos que não a merecemos. Somos lindos até mesmo com nossas cicatrizes!

Em Deep As It Is Wide (com Sheryl Crow & Eric Paslay) vemos vozes bem divididas em uma canção maravilhosamente linda descrevendo o que imagina-se ser o Paraíso (I Can Only Imagine Part II?). Esse disco está rico em baladinhas com violão. Amy está mais Country do que nunca.

Here nos mostra que Deus está em todo lugar. A considerei uma das faixas alegres do disco. Aqui você não vai encontrar nenhuma batida Pop como no Simple Things. Ele está mais para Behind The Eyes sem a batida Folk, mais puxado pro Country MESMO!

Shovel In Hand (com Will Hoge) foi a primeira faixa do How Mercy ... que me fez chorar (assim, quase aos prantos mesmo). Amy fala da experiência de ver o filho de 19 anos cavando o túmulo para enterrar o seu melhor amigo. Preciso dizer mais alguma coisa?

Seguindo para a próxima, temos Golden. Confesso que no refrão eu lembrei do MIKA. A música fala do quanto se é precioso por ser amado. FIM! É linda!

A 1ª coisa que pensei quando ouvi Our Time Is Now (com Carole King) foi que agora eu tenho uma musiquinha nova e animada pra ensinar os meses do ano pros meus alunos! Depois lembrei que não sou professor de inglês! A música é ótima, animada e fala de como o tempo é uma ilusão, maldição e que passa rápido. Então nosso tempo é o agora, OK?!!

Not Giving Up foi a 2ª música que me fez chorar. Parece que foi escrita pra mim e que a Amy ACREDITA MUITO EM MIM. "Se você acha que vai perder, então provavelmente perderá! Qual o sentido de continuar tentando então? Se você acha que tem uma chance, então realmente terá uma chance. Espero que saiba que acredito em você!" TE AMO, AMY! BEIJOS!

How Mercy Looks From Here não foi primeiro single, mas foi apresentada pela Amy ainda no ano passado. Bem tranquilamente ela fala sobre uma sobrevivente de uma enchente em 1991 que perdeu tudo e de como ela vê a misericórdia divina em sua posição. Não sei quem é essa sobrevivente. Não é a primeira vez que Amy narra algo sobre algum(a) amigo(a). Lembram de Ask Me do Heart In Motion, né?

Greet The Day encerra o disco com clima de celebração e te convida a estar junto dos que você ama e dos que te amam :)

Mas ainda temos as faixas bônus (que são uma delícia de tão boas)! Não falei que achei álbum nostálgico? Pois é ... em Free a própria Amy relembra do passado com nostalgia e alegria.

Faith lembra Third World Woman.

Threaten Me With Heaven é uma encantadora melodia fundamentada no banjo.

E aí? Já baixou o seu? Aqui no Brasil ele provavelmente será distribuido pela CanZion (mesma que lançou o Somewhere Down The Road), mas ainda não tem data de lançamento. Oremos!
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