12 de novembro de 2008

Mastigando Nazarian

Estou dilacerando cada parágrafo e cada analogia de Mastigando Humanos, romance psicodélico de Santiago Nazarian.
A cada momento me identifico com um animal diferente, mas a minha origem e meus planos fazem com que eu me identique mesmo é com o narrador e personagem (até então sem nome) principal da história. Pelo menos até agora ...

No post anterior onde citei o livro não postei a letra da música que o Santiago fez para o duo Montage. Então aí está:

Daniel Peixoto e Santiago Nazarian em um ensaio para revista Júnior de Out/2007
MASTIGANDO HUMANOS

Engolindo o underground
De Artur Alvim a Ana Rosa
Se a morte é inevitável
Que então seja saborosa

Lipídios, glicídios, suicídios na minha janta
Mendigos, meninos, benvindos à garganta

Mastigando humanos
Mastigando hermanos
Mastigando manos
Mastigando

Se o crime é arriscado,
Mesmo pra forrar despensa
Abra a boca e feche os olhos
No fim, o creme compensa

Já dizia titio Freud,
Tudo é sexo, tudo é oral
Para um réptil como eu
Rastejar não é tão mal

Lipídios, glicídios, suicídios na lancheira
Carpaccio, cachaça, canudos na carreira

Mastigando humanos
Mastigando hermanos
Mastigando manos
Mastigando
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