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terça-feira, 18 de novembro de 2008

I <3 Schulz!

Tá rolando desde o dia 12/11 a 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Ontem, por motivos de força maior, eu deixei de ver a apresentação da minha diva anti-diva Karine Alexandrino. Ela iria fazer a locução de um programa de rádio ao vivo do Teatro José Carlos Matos. Nem sei se ela compareceu (a face dela é faltar em suas aparições públicas), mas eu curtí a feira no último domingo e aproveitei pra comprar alguns livros interessantes.

Agora estou com 5 livros para serem lidos! Já estava lendo Mastigando Humanos, Na Terra das Fadas e os volumes 1 e 2 de Desventuras em Série (não ao mesmo tempo, lógico). Agora add mais 3 na lista (nossa, então são 6 livros e não 5!): "Alexandre Frota do outro lado do muro" (sim, é aquele onde ele conta os podres da Casa dos Artistas) - foi só R$1,00 - e dois pocketbooks com o melhor das tirinhas dos Peanuts, de Charles M. Schulz <3

Não conhece o trabalho de Schulz? Vou deixar essa tirinha pra vocês:

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Homoerotismo romântico carioca

Lí no XXY uma pequena resenha sobre o lançamento que ocorrerá no próximo dia 19/11 da 1ª obra de Kiko Riaze (30 anos, carioca, etc e tal) intitulada de Depois de Sábado à Noite. Fiquei até curioso a princípio, mas depois parei e pensei um pouco.

Posso estar exagerando na minha análise (mas quem sou eu pra analisar uma "obra literária", né?) e exigindo muito de um estreante da literatura nacional, mas a primore eu não ví nada de grande alarde no enredo.
O personagem principal se chama Cadu (ele deve ter tirado esse nome de algum conto erótico ou das salas de bate-papo UOL) e tem 30 anos de idade (então o livro já fica com cara de uma auto-biografia). O autor utiliza gírias gay dos "guetos" cariocas, então rolou um laboratório ou pesquisa de campo também. E pelo que lí ele mostra a realidade nua e crua de um gay metropolitano louco para dar pro encontrar seu grande amor, mas isso lhe exigirá muita perseverança (a parte da perseverança ficou por conta do próprio autor, segundo o XXY).

Bom ... O livro não deixa de ser interessante. Não chega a ser cult, na minha opinião (ele foi citado na categoria cult), mas com certeza fará muitas bixas sonharem com um boy carioca com marca de sungão que acredita no amor e não banaliza o sexo. É o máximo que se pode esperar de uma narrativa homoerótica de um "homossexual de 30 anos que busca alguém que o complete" [/boring].

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mastigando Nazarian

Estou dilacerando cada parágrafo e cada analogia de Mastigando Humanos, romance psicodélico de Santiago Nazarian.
A cada momento me identifico com um animal diferente, mas a minha origem e meus planos fazem com que eu me identique mesmo é com o narrador e personagem (até então sem nome) principal da história. Pelo menos até agora ...

No post anterior onde citei o livro não postei a letra da música que o Santiago fez para o duo Montage. Então aí está:

Daniel Peixoto e Santiago Nazarian em um ensaio para revista Júnior de Out/2007
MASTIGANDO HUMANOS

Engolindo o underground
De Artur Alvim a Ana Rosa
Se a morte é inevitável
Que então seja saborosa

Lipídios, glicídios, suicídios na minha janta
Mendigos, meninos, benvindos à garganta

Mastigando humanos
Mastigando hermanos
Mastigando manos
Mastigando

Se o crime é arriscado,
Mesmo pra forrar despensa
Abra a boca e feche os olhos
No fim, o creme compensa

Já dizia titio Freud,
Tudo é sexo, tudo é oral
Para um réptil como eu
Rastejar não é tão mal

Lipídios, glicídios, suicídios na lancheira
Carpaccio, cachaça, canudos na carreira

Mastigando humanos
Mastigando hermanos
Mastigando manos
Mastigando

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mastigando Humanos

Você gosta de romance? Curte um bom conto de fadas ou prefere coisas mais realistas e assustadoras? Santiago Nazarian consegue mesclar o fictício com a realidade cruel do ser humano neste romance psicodélico chamado "Mastigando Humanos".
O romance é todo narrado pelo seu personagem principal, um jacaré urbano que vive frustrado pela sua atual condição na sociedade. Leia um trecho aqui.

E foi inspirado nos textos do autor que o Montage, duo cearense de elctro-clash formado por Daniel Peixoto e Leco Jucá, produziu sua mais nova música que foi apresentada com exclusividade no encerramento da Bienal Internacional de Dança do Ceará/ De Par em Par 2008 no último sábado (25/10). Os versos do autor cairam como uma luva ao som agressivo e um tanto quanto perturbador da dupla.
Confira abaixo a apresentação de "Mastigando Humanos" by Montage:

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Pieces of My Life So Far

Esse blog tem andado bem down ultimamente, mas como canta o Pato Fu (e este é o Blog do Pato), " ... vou sorrir querendo chorar ... "
Compreensível, não?

Então ...
Vou tentar manter os posts curtos e simples. Eu acordei hoje e fui ouvir o álbum Simple Things da Amy Grant. Sempre que ouço ele eu o comparo com o anterior, o Behind The Eyes. Acho interessantíssimo como 2 álbuns se diferem tanto. Tanto no título quanto em seu conteúdo. Amy mantém suas idéias e crenças, mas está muito mais madura.

Pra você entender a diferença:

Behind The Eyes (1997): Fala de percas, de separação. Foi neste período que Amy divorciou-se de seu marido Gary Chapman, com o qual teve 3 filhos. O título nada mais é que uma afirmação de que o álbum lhe mostrará a Amy mãe, esposa e cristã, ainda que com sua fé abalada pela luta de se manter um lar e não conseguir. Você chega a sentir o sofrimento dela em baladas folk, como em "Takes a Little Time", ou nas mais melosas melodias country do Teneesse, como em "Missing You".

Simple Things (2003): Lançado anos depois, é atualmente o mais recente trabalho de inéditas dela. Nota-se uma grande mudança do quadro geral de sua vida e carreira. Agora vemos uma Amy bem mais tranquila e com muitas perspectivas. Casada com Vince Gil (atual marido) e mãe de mais uma criança (agora são 4 no total - bens a Deus!). Sentimos sua alegria em "Happy" e até conseguimos ver a beleza das coisas simples da vida em "Simple Things", faixa que dá título ao álbum.

Anos depois o que temos de material inédito dela? Seu livro "Mosaic - Pieces of My Life So Far", que ainda está sem título pro Brasil e acho que permanecerá assim! Queria o livro justamente pra ver além de suas músicas. Ela cita os momentos que a levaram a compor suas faixas e expõe um pouco de sua vida pessoal.
O que eu acho interessante é justamente como precisamos, ainda que neguemos, de alguém ao nosso lado. Acho que o homem não consegue viver sozinho e, se consegue, é fato que vive-se bem melhor acompanhado.

Estou numa fase Behind The Eyes e espero chegar à Simple Things.
Encerro meu post com um trecho de "Takes a Little Time":

"To get the Titanic turned back around
It takes a little time sometimes
But baby you're not going down
It takes more than you've got right now
Give it time"